Medidor populacional e o meu desespero

Apurando alguns dados para um trabalho, me deparei com este site, que dá uma estimativa da população mundial, em tempo real, com vários dados estatísticos. Fiquei paralisada olhando a dança dos números ao lado do item “mortes hoje”. Dê uma olhada: www.worldometers.info/pt

Por alguns instantes, olhar aqueles números aumentando e imaginar que cada número a mais é uma alma que está deixando este mundo me deu um desespero. Desespero de saber que, segundo o que sabemos a respeito da Verdade, a esmagadora maioria não está indo para um lugar melhor. Desespero de saber que era muita, muita gente morrendo enquanto eu tentava processar a informação. Desespero de saber que os salvos, naquele montante, são poucos, muito poucos.

Os números corriam e eu não podia fazer nada para pará-los. A gente ouve as estatísticas e até sabe que morre um monte de gente, mas olhar o aumento desses números diante dos nossos olhos dá a real noção da urgência. Um pouco acima, o número dos nascidos hoje me dá um desespero semelhante. Almas vindo a este mundo e que precisarão pelo menos ouvir a Verdade. Mais almas que precisarão de salvação antes que seja tarde demais. Mais gente que vai sofrer. Se já não queria ter filhos, depois de ver esses números, tenho ainda mais certeza de que não serei eu a responsável por trazer mais uma alma a este mundo que não desejo para ninguém.

Há muito para se fazer. Muito, mesmo. E poucos estão realmente dispostos a dedicar suas vidas para fazer alguma coisa pelas almas que estão se perdendo. O trabalho que faço hoje é minha forma de dedicar minha vida, meu tempo, minha mente e meu esforço a essa missão, mas ainda é muito pouco. E quando olho para esse site, a percepção de que faço muito pouco aumenta ainda mais. E perguntei para Deus o que mais posso fazer. O que mais? Pedi a Ele que me dê condições de fazer mais. Porém, mesmo que eu ultrapassasse o limite de minhas forças fazendo alguma coisa, não seria suficiente. Isso não é um trabalho que possa ser completado individualmente. Construímos o Templo e eu vi pessoas chocadas com o fato de, pouco tempo depois, a Universal já falar em construção de novas igrejas para milhares de pessoas. Elas não entendem, mas nós entendemos. Não construímos o Templo para ficarmos parados, admirando. O trabalho não pode parar. Mesmo que fizéssemos um Templo em cada bairro, ainda não seria suficiente.

Mais do que nunca, é hora não apenas de trabalhar com todas as nossas forças, mas de pedir reforços. Intensificar nossas orações por mais trabalhadores. Para que as fichas caiam e as pessoas que estão em nosso meio, já salvas, acordem. Parem de olhar só para seus umbigos e de engordar nos bancos das igrejas. Não há tempo a perder com bobagens, com fofocas, intrigas, joguinhos, sentimentos, bobagenzinhas e conversa fiada. Não há mais tempo. Os números correm como cronômetros. Pessoas nascendo e morrendo a cada segundo. Almas. Muitas almas. Almas disputadas diariamente pelo nosso lado e pelo lado do inimigo. Não basta trazê-las à igreja, o trabalho é incansável, em várias frentes, e só terá fim quando Jesus voltar. Até lá, vamos cumprir a parte que nos cabe, com toda a nossa força e com plena consciência da seriedade desse trabalho.

E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Lucas 10.2

Um grande abraço e que Deus os abençoe!Medidor

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