Vida no Altar

Creio que há diferença entre algumas orações, embora oração seja oração, e a pessoa esteja falando com Deus. Contudo, vemos que existem diferentes resultados.

Assim, se há diferença na oração, também há diferença na resposta. Elas podem ser grandes ou pequenas, e em ambas Deus está sendo glorificado. No entanto, Ele é mais glorificado nas respostas extraordinárias, pois elas refletem Sua Grandeza, e isso tem a ver com a FÉ.

Mesmo sendo uma fé pequena, o poder dela está acima de qualquer problema, por mais impossível que seja. O Senhor Jesus é o Autor desta fé. Todos a têm, mas se todos usam ou não, isso é outra coisa. É claro que uma resposta extraordinária exige uma entrega total, que leva a pessoa a ir contra tudo e todos, por causa de uma certeza que ela traz dentro dela.

Salomão tinha essa certeza, e por isso sua fé o levou a colocar toda sua vida naquele Altar, pois aqueles 142 mil holocaustos e sacrifícios representavam tudo o que ele tinha dentro de si. De forma que, quando Deus olhou aqueles sacrifícios, não viu animais, mas o que viu foi o próprio Salomão no altar.

Só depois de oferecer os sacrifícios é que ele fez sua oração. Naquele momento, tudo agradou a Deus. A ponto de a Glória de Deus encher o Templo.

Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a Casa. Os sacerdotes não podiam entrar na Casa do SENHOR, porque a glória do SENHOR tinha enchido a Casa do SENHOR. 2 Crônicas 7.1,2

Salomão teve uma resposta extraordinária, e Deus foi glorificado de forma grandiosa.

Mas a pergunta é: Todos querem colocar TODA A VIDA NO ALTAR, como fez Salomão?

Carmesim

Existe um pequeno inseto, uma espécie minúscula de lagarta, mais parecido com uma larva/verme, que era responsável por dar cor e valor aos tecidos mais caros desde os tempos remotos. Era muito difícil encontrar corantes para tingir os tecidos, e, quando se encontrava, o preço chegava a se igualar ao do ouro.

Normalmente as cores mais fortes e chamativas eram usadas nos mantos dos reis, e uma, em especial, tem um dado curioso.

Os registros da origem dessa espécie acontecem desde o domínio persa, quando a palavra qirmiz aparece como carmim, vermelho, e significa “feito por vermes”. O pigmento conhecido hoje como Kermes é o carmesim natural, extraído do grupo de vermes com o mesmo nome.

Não se canse de ler, porque aqui a história desse pequeno e insignificante ser fica interessante.

Quando essa lagarta escarlate está pronta para desovar, ela prende seu corpo ao tronco de uma árvore, os carvalhos da região mediterrânea. Ela se fixa de uma maneira tão firme, que já sabe que jamais poderá se desprender dali. É um sacrifício voluntário.

Os ovos depositados embaixo do seu corpo ficam protegidos até serem chocados e capazes de se desenvolverem sozinhos. Morrendo a lagarta, o seu fluido carmesim mancha seu corpo e toda a madeira ao seu redor.

Dos corpos desses vermes mortos eram extraídas as tintas dos tons mais valiosos, que cobriam com mantos as pessoas que eram consideradas importantes, estimadas, honradas.

Da jornada dessa mamãe lagarta se tira várias lições para a nossa prática diária da maternidade. Mas eu acredito que, assim como aconteceu comigo, você, ao ler sobre ela, se lembrou do Senhor JESUS.

Para que veja a Salvação da sua família, você tem que estar aferrada a Ele.

Ele Se fez desprezível e pequeno para salvar. Aferrou-Se ao calvário para entregar Sua vida por nós. Seu sangue carmesim nos cobriu, nos fez valiosos, reis e sacerdotes para Deus. E, de fato, antes de vir ao mundo Ele já havia criado a kermes ilicis, e, inclusive, descreveu-Se como ela (Isaías 1.18; Salmos 22.6).